quarta-feira, 13 de abril de 2016

Um homem de Sorte (capítulo I)


O MILAGRE
Há quem não acredite em milagres. No entanto, certas ocorrências da vida quotidiana, fazem-nos pensar duas vezes. Esta é a história de um homem que escapou à morte, venceu a morte, e viveu para contar a história. Esta é história de Manuel Perpétuo.

 
Manuel Perpétuo: poucas pessoas no Mundo podem gabar-se de ter tanta sorte!

Naquela manhã, Manuel Perpétuo saiu da sua casa, em Alhos Vedros, como em todas as manhãs. Entrou no seu carro a caminho do trabalho, e mal sabia a sorte que o esperava. Passados escassos dois quilómetros de viagem, foi atingido violentamente por um jipe em alta velocidade, conduzido por um indivíduo fortemente alcoolizado.
Os transeuntes mal conseguiam acreditar, quando viam o carro destroçado - o ocupante não tinha morrido! E não morreu. Perdeu apenas uma perna. "Foi uma sorte!" - disse uma senhora que ia a passar.


O primeiro acidente de Manuel Perpétuo.

O MILAGRE BATE SEMPRE DUAS VEZES
De regresso à estrada, no seu carro adaptado e com uma alínea na carta de condução, Manuel Perpétuo depressa voltou à sua rotina. O acidente, e o facto de ter escapado miraculosamente, dera-lhe uma nova perspectiva sobre a vida. No final dos seus turnos na Cimpor, fazia voluntariado nos Bombeiros Voluntários da Moita. E foi numa dessas viagens que o milagre ocorreu pela segunda vez.
A funcionária da CP, agarrada ao amante e a uma garrafa de aguardente, esquecera-se de fechar a cancela, e Manuel Perpétuo foi colhido pelo comboio das 6 e meia. O carro, arrastado por quase duas centenas de metros, ficou irreconhecível. Manuel Perpétuo voltou a enganar a morte.

Como pode haver quem não acredite em milagres, se este homem, como um Cristiano Ronaldo do volante, fintou a morte duas vezes no curto espaço de 3 meses?
Quando os socorristas o retiraram do esqueleto fumegante da viatura, a multidão irrompeu num clamor de alegria. Manuel Perpétuo sobrevivera. E apenas perdera a perna que lhe restava! "Que sorte!" - disse um senhor que ia a passar de bicicleta e que faz uns biscates de pintor e também arranja esquentadores.
 
Dizem que um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio. E que a sorte aparece apenas uma vez na vida. Vão dizer isso a Manuel Perpétuo!

(CONTINUA)
 
No próximo capítulo: ON DE ROAD AGAIN
 


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